
O tempo passa depressa demais, então eu me dei conta de que preciso escrever para os meus amigos. Em especial. Escrever do jeito que eu gosto, no meu estilo cronístico, como se eu estivesse estivesse estabelecendo um diálogo, um bate-papo com os amigos, mesmo com aqueles ausentes ou distantes, mas mentalmente ligados; aqueles amigos, leitores do meu Blog; ou mesmo aqueles que eu não conheço pessoalmente, mas estamos unidos de forma virtual pelas redes sociais, no Facebook.
Independente da nossa amizade, somos todos irmãos, filhos do Altíssimo, que assim nos fez, de acordo com suas leis cósmicas. E para conversar com vocês, meus queridos amigos e irmãos, eu preciso apenas acordar que estão todos guardados no fundo do meu coração, ou seja, naquele lugar secreto, como disse Jesus, em suas palavras:
"Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará." (Mateus 6:6). Estou escrevendo esta "mensagem", justamente no meu quarto, com a porta fechada. E esta prática de oração que Jesus ensinou, não precisa ser necessariamente de forma meditativa, mas também de forma escrita como estou fazendo agora, escrevendo e pensando nos meus amigos.
O lugar onde posso ter maior intimidade com Deus, é justamente esse lugar secreto, onde guardo todos os amigos, ou seja, no meu coração, livre de qualquer orgulho ou soberba. A propósito, o cantor Milton Nascimento fala em uma de suas músicas: "amigo é coisa para se guardar debaixo de sete chaves..." Alguém se lembra? Ouçam essa música, é bem sugestiva, e serviria até como "tema musical" para uma reflexão oportuna. Bem, é apenas uma sugestão.
Esse é meu pensamento sincero, e quero compartir com você, que está lendo este texto. Mas não quero ser egocêntrico, disponibilizando apenas minhas ideias contextuais. Da mesma forma que gosto de escrever e compartilhar, eu também adoro ler e aprender com grandes escritores, como por exemplo, Machado de Assis, Rubem Braga, Carlos Drumond de Andrade, entre outros. Portanto, para os apreciadores do gênero, vou indicar para leitura, se assim o desejarem, de Rubem Braga: "A Borboleta Amarela", e de Carlos Drumond de Andrade, "Quadrilha e outros poemas", conforme amostra desses títulos transcritos abaixo:
Rubem Braga (um dos melhores cronistas brasileiros):
"Era uma borboleta. Passou roçando em meus cabelos, e no primeiro instante pensei que fosse uma bruxa ou qualquer outros desses insetos que fazem vida urbana, mas, como olhasse, vi que era uma borboleta amarela. Eu ontem parei minha crônica no meio da história da borboleta que vinha pela Rua Araújo Porto Alegre; parei no instante em que ela começava a navegar pelo oitão da Biblioteca Nacional..."
Carlos Drumond de Andrade (poeta e cronista):
"João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili, que não amava ninguém. João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia. Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto que não tinha entrado na história."
Recomendo esses autores, são excelentes! Pensei numa forma de agraciar meus amigos, isto é, com ideias de leituras prazerosas. E para finalizar, um pensamento: "Amigos são como estrelas: nem sempre podemos ver, mas temos certeza que estão sempre lá." Deus, abençoe a todos. (G.Köhn)

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