TRAMA DIABÓLICA

Teologia da Libertação
Papa Francisco recebendo de Evo Morales, um crucifixo,
com símbolo comunista.

          "Trama Diabólica", é um título que lembra um filme de suspense, lançado na década de 60.  A estória desse filme, fictícia, versava sobre truques e armadilhas que os protagonistas do filme se esmeravam em praticar para ludibriar a polícia no tocante ao roubo de joias.  Havia também uma trama relativa a vinganças perniciosas. 


          Mas agora, guardando as devidas proporções, diferenças ou semelhanças dos fatos enganosos, essa estória do filme se repete nos dias de hoje, como realidade em pleno século XXI, em relação ao cristianismo da Igreja Católica.  Trata-se de um movimento dogmático ardilosamente disfarçado de Teologia da Libertação, cujo objetivo é infiltrar uma ideologia comunista dentro da Igreja para roubar a fé religiosa tradicional dos ingênuos cristãos católicos e transforma-los em militantes do marxismo político.  Uma verdadeira Trama Diabólica (versão moderna), dentro do Catolicismo.

          Para desmascarar essa enganosa Teologia da Libertação, vou transcrever em resumo, uma palestra em vídeo, proferida pelo Padre Paulo Ricardo, padre católico da diocese de Cuiabá, Mato Groso, e também professor universitário.  Se alguém tiver curiosidade de ver o vídeo completo, no Youtube, poderá acessar o link: https://www.youtube.com/watch?v=KwRP_xxBWhU&t=1085s

Vamos pois, aos principais tópicos da palestra do Pe. Paulo Ricardo sobre essa Teologia da Enganação:

          ... Hoje, eu gostaria de falar a respeito da Teologia da Libertação.  Eu sei que é um tema muito polêmico, mas é um tema necessário para esclarecimento das pessoas.  Eu gostaria de falar, usando a autoridade e a competência de um teólogo muito melhor do que eu, Paulo Ricardo.  Esse teólogo chama-se Joseph Ratzinger, que escreveu um documento pessoal a respeito dessa Teologia da Libertação.
A FÉ EM CRISE?
          Esse documento foi escrito em 1985, portanto, mais de 20 anos atrás.  Esse documento, composto de mais ou menos 8 páginas, foi publicado em um livro chamado: "A fé em crise?"  Esse documento foi publicado pela editora pedagógica e universitária EPUL em 1985, em português, numa tradução feita pelo padre Fernando Guimarães;  e esse documento pode ser encontrado no livro "A Fé em Crise" nas páginas 135 a 145. 

          O Cardeal Joseph Ratzinger avalia a questão da Teologia da Libertação.  Eu irei explicar o texto, porque o texto é teológico, e nem sempre de fácil compreensão.  Mas, a minha explicação não nos exime da leitura do texto.  Vou iniciar com o conceito de Teologia da Libertação.  O próprio Cardeal Ratzinger nos dá esse conceito. 

          Ele diz assim:  podemos dizer que a Teologia da Libertação, pretende dar uma nova interpretação global do cristianismo.  Isso é importante!  É importante para você entender o que é a Teologia da Libertação.  A Teologia da Libertação é um fenômeno diferente daquilo que estamos acostumados.  Trata-se de uma heresia. 

          A heresia geralmente é a respeito de um dogma de algo específico.  Quando por exemplo os arianos negaram que o verbo de Deus fosse divino, que fosse Deus, o que aconteceu?  Houve uma heresia a respeito da Santíssima Trindade.  Um dogma fundamental, claro, mas esse dogma estava sendo negado;  o dogma da Santíssima Trindade. 

          Para os arianos, Deus é um só, não tem mais pessoas;  é uma pessoa e é o pai.  E existem duas criaturas chamada verbo, a palavra eterna de Deus, Jesus e o Espírito Santo, que são criaturas.  Vejam que é uma heresia.  Então quando nós temos uma heresia nós temos uma heresia que vai de encontro, ou seja, vai contra um dogma.  E a Teologia da Libertação afeta todos os dogmas. 

          É por isso que é difícil de lidar com ela.  Porque ela é uma nova interpretação global do cristianismo.  Isto é que é importante para nós entendermos a Teologia da Libertação.  Olha o cristianismo todo, e eu vou reinterpretar o cristianismo todo.  Portanto, trata-se de uma heresia extremamente preocupante, danosa, perigosa e terrível, que precisa ser combatida mais do que qualquer outra que já foi combatida na história da Igreja. 
Papa Bento XV

          Essa teologia reinterpreta o cristianismo todo.  Não deixa nada em paz.  Reinterpreta os sacramentos, os dogmas, reinterpreta a moral, reinterpreta tudo.  A estrutura da Igreja... e como é que ela reinterpreta?  Como ela faz isso?

          Ela explica o cristianismo como uma práxis de libertação política.  É importante salientar isso.  Então, para a Teologia da Libertação, o cristianismo não é como nós estamos acostumados, uma realidade que nos leva à salvação eterna.  Para a Teologia da Libertação o cristianismo é uma práxis, ou seja, uma prática, uma ação política libertadora marxista. 

          Portanto, absolutamente tudo vai ser interpretado em chave política, e digo desde já: marxista. A heresia da Libertação, que seria o nome mais adequado para essa Teologia.  A Heresia da Libertação reinterpreta o cristianismo todo. 

          Trata-se de uma macro heresia!  Por que?  Porque é uma teologia feita por marxistas, que não têm fé.  O senhor Antônio Gramsci, fundador do partido comunista, italiano, tem uma teoria de que tudo é política.  Portanto, só existem duas opções;  aqui é que está, digamos assim, o problema. 

          Os teólogos da libertação, em sintonia com Antônio Gramsci, colocam você diante de um impasse, onde você é obrigado a escolher entre duas alternativas e dizem que não existe uma terceira alternativa.  Nós vamos ver que é mentira.  Existe sim, uma terceira alternativa.  Mas, para eles você precisa escolher.  Ou você adota uma opção fundamental que eles chamam de:  opção preferencial pelos pobres, que na verdade deve ser compreendida como opção pela luta de classes. 

          Ou você opta por entrar na luta de classes do lado dos pobres, dos proletários o que eles chamam de oprimidos para derrubar o sistema, portanto para implantar o projeto socialista marxista, ou então você está do outro lado, você está trabalhando para o sistema;  você está ajudando os opressores.  É aqui que acontece o impasse. 

          Os teólogos da libertação nos colocam diante desta alternativa como se ela fosse irremediável; como se fosse ser ou não ser.  Ou você trabalha para lutar num projeto de luta de classes, para derrubar o sistema capitalista ou você gosta da opressão, da injustiça, gosta da miséria, da pobreza.  Você é a raça de criatura mais desprezível que poderia existir na face da terra. 

          Então, diante desta práxis política, desta alternativa, que a gente não tem como escapar, é que se dá toda a passagem de releitura do cristianismo em chave marxista.  Você vai dizer:  mas padre Paulo, ainda existe o marxismo?  Sim, eu irei descrever para vocês.  Nós iremos ver, o próprio Papa irá nos conduzir nos vários temas da Teologia da Libertação, e você vai ver que estes temas que são uma releitura do cristianismo em chave marxista, estão no dia a dia de nossas paróquias;  estão vivos entre nós. 

          O marxismo entre nós vai muito bem, obrigado.  É evidente que ele não se chama marxismo. Para quem nunca estudou o marxismo, a Teologia da Libertação não parece ser marxista, mas para quem estudou, sabe muito bem que ali não tem dúvida:  trata-se de verdadeiro marxismo. 

          Então vejam:  aqui está a realidade da Teologia da Libertação.  Ela reinterpreta todo o cristianismo a partir de uma prática política de instauração de uma sociedade sem classes, de um projeto socialista e tudo, absolutamente tudo, deve estar a serviço disto.   Se você estudou teologia tradicional, se você recebeu a catequese tradicional da Igreja, quando você ouve um teólogo da libertação falar, você não percebe isto numa primeira abordagem.  Quando você ouve a primeira vez uma pregação da heresia da libertação, você não se dá conta.  Você ouve as mesmas palavras que você está habituado dentro do cristianismo. 

          Você ouve as mesmas ideias que você está habituado dentro da Igreja, mas existe algo de estranho que você não sabe exatamente dizer qual é o problema.  É esta a sensação de quem estudou o catecismo tradicional, a teologia tradicional, e ouve pela primeira vez a Teologia da Libertação. 

          Existe uma tendência, digamos assim, do fiel cristão, ou do teólogo, do padre, do bispo que ouve a heresia da libertação.  A tendencia dela é de achar que está tudo em ordem, porque afinal aquela pessoa está dizendo as mesmas coisas que nós dizemos.  Mas existe algo, profundamente perverso ali dentro.  Por que?  Porque o conteúdo central do cristianismo, é esvaziado.  E embora eles usem a linguagem cristã, dando a todos a impressão de que nós estamos diante do nosso patrimônio teológico daquilo que nós já temos como verdade de fé. 

          Eles estão inoculando, introduzindo uma realidade completamente nova.  E é por isso que a Teologia da Libertação é tão perigosa.  O veneno é tão mais perigoso quanto mais ele se disfarça de alimento.  Um veneno que está dentro de um frasco, onde ali está escrito:  Cuidado!  Veneno!  Com a caveira e aqueles ossinhos abaixo.  Esse veneno pode ser muito potente, mas é menos perigoso. 

          Mas, o veneno disfarçado de iogurte, disfarçado de alimento saboroso, é muito mais perigoso.  Por isso a Teologia da Libertação é perigosa, porque está disfarçada de cristianismo verdadeiro.  Então, eu vou ler textualmente, o que o Papa Ratzinger nos diz:  precisamente a radicalidade da Teologia da Libertação, faz com que a sua gravidade não seja avaliada de modo suficiente, já que aparentemente não se encaixa em nenhum esquema de heresia.  

          São as palavras textuais do Cardeal Ratzinger.  Portanto podemos deduzir daqui, de que trata-se de algo extremamente grave para o cristianismo.  Mas que ao mesmo tempo nos engana, porque parece que não é grave.  Muito bem.  O Papa então já nos deu uma noção inicial do que seja a Teologia da Libertação. 

          De onde surgiu essa "Teologia"?  Surgiu depois do Concílio do Vaticano II, quando alguns teólogos achavam erroneamente, que a teologia tradicional da Igreja não dava mais conta de explicar o cristianismo para as pessoas, e que era preciso buscar uma saída nova, então a primeira coisa que o Papa alerta, são esses pressupostos da Teologia da Libertação.  

          Quando você aceita estes pressupostos, você está preparando a casa para a entrada de um vírus. Então o primeiro pressuposto, é de achar que a teologia tradicional já não responde mais.  Que a tradição da Igreja não é suficiente para o homem moderno, e que temos que inventar algo de novo.  Esta mentalidade é perversa, porque nos leva à traição do cristianismo. 

          Nos leva a inventar um cristianismo novo.  Essa é a primeira coisa;  uma desconfiança da tradição.  "Eu não aceito a tradição".  Ao mesmo tempo, contemporaneamente uma outra atitude.  A atitude de aceiração ingênua, de fé ingênua, diante da ciência moderna.  Ou seja, se é um psicólogo que está dizendo, ou sociólogo, se quem está falando isto é a análise marxista que se apresenta como científica, então eu aceito. 

          Uma fé ingênua na ciência.  Meus irmãos, a ciência também pode ser usada para trapaça, para o engano.  Todavia, nós temos esta tendência de encerrar a discussão tão logo alguém diz:  "não, mas isso é científico!"  Pronto!  Aí ninguém  discute mais. 

          Todo cientista sabe muito bem, da capacidade que a ciência tem de se rever a todo momento.  Não existem dogmas na ciência.  A ciência precisa ser revista a todo momento.  Então, por exemplo: para Newton, a luz viaja em trajetória reta (em linha reta).  Depois, chega Einstein e descobre:  é verdade, mas o espaço é torto;  é somente uma linha aparentemente reta. 

          Então aí começa a sua teoria da relatividade.  Percebam:  nós tivemos a física de Aristóteles, que a ciência questionou, e colocou a física de Newton; a ciência também questionou, e colocou a física de Einstein, e hoje, estamos assistindo o processo em que a física de Einstein está sendo questionada.  Então não existe esse dogma científico.  Essa coisa de que a ciência é a verdade absoluta.  Se existe algo que não é absoluto, é exatamente o o conhecimento científico. 

          Agora vejam só:  se nas nossas cabeças não acontece exatamente o contrário:  para nós a fé é relativa, e a ciência é dogmática;  a ciência é inquestionável!  E a fé a gente adapta porque eu tenho a minha fé, a sua fé, a fé do outro.  Meus irmãos, é exatamente o contrário!

          O Evangelho deve ser sempre o mesmo.  Eu devo procurar cada vez mais compreender o melhor;  não há dúvida de que existe um esforço humano de crescer no conhecimento e na consciência do dogma, mas o dogma é sempre o mesmo, a fé cristã é sempre a mesma. Pois bem, estas duas atitudes nos colocam diante de uma terceira.

          Então vejam:  a primeira atitude, é a desconfiança da tradição teológica!  De que esta não é mais capaz de responder aos nossos anseios.  A segunda atitude, é a aceitação ingênua de tudo aquilo que é aparentemente científico, e saibam disso:  desde o início, o marxismo foi apresentado como "a ciência", como uma pretensão cientifica enorme!  O marxismo, no entanto, meus senhores, foi fundado em cima do charlatanismo mais crasso, mesquinho e descarado que existe na face da terra.

          Karl Marx era um desonesto, mentiroso e sem vergonha.  Ele e todos os seus seguidores.  A terceira atitude então é a crítica da tradição dentro da teologia a partir de uma visão pseudo científica de uma exegese moderna, ou seja, uma interpretação da Bíblia a partir de certos pressupostos científicos, ou seja, a combinação das duas coisas.

          Bem, vimos uma breve definição da Teologia da Libertação.  Vimos uma resumida história da Teologia da Libertação.  Vamos agora entrar na Teologia da Libertação.  Mas, não vamos entrar diretamente nos conteúdos.  Vamos entrar primeiro nas estruturas.  Existem estruturas metodológicas, mentais nessa Teologia.

          A primeira realidade é a questão de que a Teologia da Libertação nasce diretamente de uma influência de um teólogo chamado Rudolph Burtmann.  Quem era Burtmann? Foi um pastor protestante que começou a questionar a credibilidade dos Evangelhos.  Questionava a credibilidade histórica dos Evangelhos.  Essa estrutura está na cabeça da Teologia da Libertação.

          Um teólogo da libertação que não crê na história dos Evangelhos.  Tudo é questionável;  tudo é uma reflexão da comunidade, e não um evento histórico.  Daí, vocês verão a importância de um livro que o Papa Bento 16 lançou: "Jesus de Nazaré"
Jesus de Nazará
          O livro "Jesus de Nazaré" é um dos esforços mais importantes desse pontificado, senão o mais importante.  Nesse livro, estamos diante de um grande teólogo Joseph Ratzinger, que está escrevendo e lendo os Evangelhos conosco e mostrando o fundamento histórico do núcleo da nossa fé.  O Papa Bento 16 está, de forma eficaz, sem fazer barulho, indo diretamente na veia da Teologia da Libertação.  Esse livro é a resposta para muitos anseios teológicos de cristãos sinceros.

          Então vejam, na estrutura mental de um teólogo da libertação está o fato de que os Evangelhos não têm credibilidade histórica.  Se trata de um embuste:  eles tentam apresentar essa leitura do que eles fazem do Evangelho, que é uma leitura ideológica como sendo leitura científica.  Um segundo ponto, estrutural, dentro da Teologia da Libertação é a questão da análise marxista da história.  O teólogo da libertação quando lê a história, ele lê a partir de uma análise marxista.  Vejam, que isto aqui a Igreja do Brasil já nem nota mais.

          São as chamadas análise de conjuntura.  Esses gurus da intelectualidade, fazem a análise marxista da história, e os senhores padres, senhores bispos, os senhores católicos caem como patinhos achando que aquilo é a realidade.

          Então, gradualmente eles vão pegando a linguagem bíblica e colocando um conteúdo não bíblico de um conteúdo marxista.  Por exemplo:  povo:  porque o povo.  Como o teólogo da libertação gosta da palavra povo.  O povo de Deus.  O que é o povo para eles?  É uma palavra que não tem conteúdo bíblico.  Povo para eles é o proletariado, ou seja, é uma classe.

          Se você é rico, você não é povo.  Se você é padre ou bispo, você não é povo.  Povo é somente o proletariado.  Entendam, que essa ideia da palavra "povo" não está na Bíblia.  Mas, eles colocam um conteúdo marxista, fazem uma análise marxista, e ainda usam a linguagem bíblica disfarçadamente.  Você vê uma realidade brasileira a partir desses senhores e você não nota o marxismo, porque a linguagem é bíblica, mas o conteúdo é marxista.

          Outra categoria, também do Evangelho, que eles forçam dentro desta análise marxista, é a questão da luta de classes, é a ideia de pobre.  Na Bíblia você vai encontrar os pobres: "bem aventurados os pobres de espírito, pois deles é o reino dos céus".  Os pobres de Deus, os pobres de javé;

          Pobre é lido ou interpretado a partir da luta de classes.  Para eles, essa questão da luta de classes, é um dogma inquestionável:  ou você está do lado do proletariado, na linguagem que eles usam; dos pobres, na luta de classes, ou você está favorecendo o sistema capitalista opressor.

          Meus irmãos, tem como fugir disso:  chama-se cristianismo tradicional.  Nós não precisamos comer no cocho que eles nos obrigam a comer.  Eles decretaram que o Socialismo é a solução.  É o impávido colosso que não pode ser tocado.  Mas quem disse que o socialismo é a solução?

          Que tal ao invés, fazer a crítica do socialismo histórico, real que deixou mais de 100 milhões de pessoas mortas, em campos de concentração, de extermínio.  Que tal fazer a crítica do socialismo bonito que eles querem implantar?  O Evangelho não se define a partir do capitalismo nem do socialismo.  O Evangelho não é um projeto político!  É uma mensagem de salvação.  Uma vez recebido essa mensagem de salvação nós podemos e devemos como cristãos, usar a nossa cabeça para tentar melhorar esse mundo, e até politicamente também.

          Outra coisa que é usada é o conceito de comunidade.  Isso para eles, é uma realidade sacrossanta.  Por que?  É a comunidade que você vai interpretar o Evangelho, para não deixar a tradição da Igreja interpretar o Evangelho.  Além disso tudo, essa luta de classes é interpretada como sendo a ação do espírito santo.  O espírito santo é o princípio ativo da revolução.  Vamos colocar ainda alguns pontos.  Por exemplo:  A FÉ.

          A fé não é mais interpretada como:  eu tenho que ser fiel à revelação de Deus;  Não:  fé para eles, é uma fidelidade à história, a luta histórica:  isso é a fé; fidelidade à causa (socialista).  ESPERANÇA;  A esperança é uma confiança no futuro socialista que virá.

O AMOR:  O amor para eles é o amor preferencial pelos pobres.  Alguém pode perguntar:  mas isso não é bonito?  Amor preferencial pelos pobres?  Resposta:  a palavra é bonita, mas o conteúdo porém, significa o seguinte:  opção pela luta de classes (socialista).  As palavras são bonitas, mas o conteúdo é demoníaco.

REINO DE DEUS:  o que é reino de Deus?  O reino de Deus não pode ser interpretado nem espiritualmente nem universalmente.  O que é o reino de Deus?  Somente a partir da práxis de Jesus e não teoricamente.  É possível definir o que seja reino de Deus e o que é esta prática de Jesus?  É a luta de classes.

CORPO E ALMA:  eles não aceitam corpo e alma.  Nem falem alma para eles que eles ficam arrepiados.  Eles não querem saber de alma.  Não aceitam a distinção entre natural e sobre natural.  Para eles tudo é natural.  Não aceitam a distinção entre imanência e transcendência.  Tudo é aqui, imanente, nesta história, não existe transcendente.

          Eles têm uma interpretação aberrante da morte e ressurreição de Jesus.  Por que?  Porque o cristianismo e a ação de Cristo não pode ser interpretado Universalmente.  Jesus veio para ressuscitar os oprimidos, os crucificados da história.  O opressor não:  esse não deve ser salvo.  Nada de interpretar o reino como sendo uma realidade universal.

          O reino é para todo o povo, ou seja, para toda a classe eleita que eles disseram.  E o reino não é lá no céu, o reino é aqui, na terra, imanente.  Existe um enorme afastamento dos textos bíblicos.  Eles aceitam a Bíblia do jeito que eles querem.  A Bíblia, no entanto, não tem uma proposta política.  O cristianismo não tem uma proposta política.

          Se você cria uma solução política divina, você estará criando exatamente o que o Apocalipse chama de A BESTA.  A Besta do Apocalipse é um governo humano, uma política humana divinizada!  E a segunda BESTA, porque são duas Bestas no Apocalipse, é a religião que justifica isso.  Não há dúvida nenhuma de que hoje, a Teologia da Libertação se apresenta junto com o marxismo como sendo as duas bestas do Apocalipse.  Precisamos voltar à fé da Igreja tradicional.  Precisamos ser contra e combater a Teologia da Libertação.
COMENTÁRIO FINAL:

          O Pe. Paulo Ricardo, utiliza muito em sua palestra, o verbete "teologia".  Não é para menos, pois ele é professor de teologia na cidade de Lorena-SP.  Teologia, em resumo, é uma ciência ou estudo sobre Deus, e é um termo moderno.  Mas, sem desmerecer o eminente Pe. Paulo Ricardo, eu gostaria de acrescentar apenas o seguinte, de acordo com meu pensamento, meus estudo, mas sem nenhuma pretensão:

         O que foi que Jesus ensinou?  Jesus nunca ensinou teologia.  Ele não dava instruções detalhadas sobre o que fazer ou comer, etc.  Seus ensinamentos eram simplificados, não eram ritualísticos.  Pelo contrário, ele era até intolerante com os sacerdotes judeus de sua época, que impunham um monte de observâncias exteriores no Templo.

          Bem, é só para a gente pensar e procurar se inteirar das palavras e ensinamentos de Jesus.  Quanto à nossa realidade de hoje, acho que estamos vivendo mesmo, são tempos Apocalípticos.  Estamos assistindo uma heresia sem conta, sem precedentes, principalmente em nosso mundo político.
 
          Quando um governo é a favor do povo, é chamado democracia.  Quando são outras forças, como o comunismo (disfarçado), é reconhecido como tirania.  Mas muitas pessoas não enxergam.  O mesmíssimo está acontecendo com a religião em particular, como na Igreja Católica, cujo movimento está disfarçado de Teologia da Libertação, e que de libertação não tem nada.  Muito pelo contrário.

          Depois, Deus voltará sua atenção para os governantes - os "reis de toda a terra habitada". Eles serão destruídos junto com todos os perversos na "guerra do grande dia de Deus, o Todo-Poderoso", também chamada de "Armagedom".  (Apocalipse 16: 14, 16).  Armagedom é uma palavra que está na Bíblia e significa onde acontecerá a batalha final entre as forças do Bem e do Mal.




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